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Yulia Timoshenko: "Nós ucranianos hoje temos orgulho no nosso presidente" — Apela à ação do mundo livre 23 Mar�o 2022

A antiga primeira-ministra Yulia Timoshenko hoje (22/03) entrevistada pelo diário francês ’Le Monde’ expressou apreço pelo seu adversáro da presidencial de 2019 e deixou um apelo ao ’Ocidente’: "Só a ação efetiva do mundo livre nos levará à vitória".

Há dezoito anos a deputada e empresária milionária foi o ícone da “revolução laranja”— o movimento civil que contestou a eleição "fraudulenta" do presidente Viktor Yanukovych —, um ano antes de se eleger como primeira-ministra (2005 e 2007-2010).

Em 2011, a justiça condenou por corrupção a primeira-ministra deposta em 2010. Estava a cumprir o terceiro ano da sua pena quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Yulia, que desde 1995 está na política ativa, intermitentemente senão em acumulação com a atividade empresarial, foi libertada para participar na revolução de Maidan (2014). Foi reabilitada e retomou a sua carreira política em 2015 ano em que os seus rendimentos atingiram os três milhões de dólares, enquanto recebeu pouco mais de 200 mil da atividade parlamentar. Hoje é deputada da oposição no Rada (Parlamento) e lidera a União panucraniana “Pátria” (VOB, de centro-direita).

É no seu escritório de de Podil, bairro do centro de Kiev que responde ao Le Monde na manhã desta segunda-feira 21, com os tiros da artilharia a soar a alguns quilómetros, na frente norte da capital.

"É com imensa dor que vou aos hospitais e vejo o sofrimento dos ucranianos, das pessoas que tiveram de deixar para trás a sua família, a sua casa", expressa a antiga governante. "O segundo sentimento dominante é de imenso orgulho pela Ucrânia, o nosso exército. A coragem é imensa, tanto que pode ombrear com o exército russo. Cada cidadão ucraniano encontrou o seu lugar neste combate".

Sem perdão. "O meu outro sentimento é que esta guerra é imperdoável. A Ucrânia não perdoará", diz sobre esta guerra que "não pressenti, na verdade não acreditava que ia haver. Enganei-me, como muita gente. Era difícil de acreditar que uma guerra destas ia acontecer na Europa do século XXI ".

Guerra injusta. "Nós não atacámos ninguém . Esta guerra é injusta".

Presidente à altura.

"Nós ucranianos hoje temos orgulho no nosso presidente", diz sobre Volodymyr Zelenskiy, o sexto presidente da República da Ucrânia, seu adversário na corrida em 2019.

"O presidente tem estado à altura deste momento histórico": Timoshenko não regateia na hora de manifestar admiração pelo “Servidor do Povo", o título ficcional do comediante que fez rir os ucranianos durante anos e que se tornou o slogan da campanha vitoriosa que derrubou o "corrupto" Poroshensko. A aposta de Zelensky em misturar real com comédia de ficção afinal resultou.

Apelo à ação do mundo livre

"A Ucrânia precisa do mundo livre. Precisamos de armas, precisamos de ter o espaço aéreo fechado".

Em França, o seu apelo não cairá em ouvidos moucos: os doze candidatos à eleição do próximo dia 10 de abril debatem a situação na Ucrânia. Sobre a mesa, estão desde a intervenção à neutralidade, a entrada na NATO como não, etc.

Fontes: Le Monde/ DW/AFP/AP. Relacionado: Eleição presidencial ucraniana: Comediante é rosto da Ucrânia ávida de renovação, 21.abr.019. Fotos: Em abril de 2019, o comediante Zelensky derruba o presidente Poroshenko. A primeira-ministra só não foi à segunda-volta por menos de um por cento.

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