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MpD vai a eleições em França: Ivone Varela assume-se como candidata e critica a postura de desespero por parte do coordenador cessante que participa na corrida 01 Mar�o 2018

A cabo-verdiana Ivone Varela anuncia, em exclusivo ao Asemanaonline, que vai concorrer à liderança do MpD em França, nas diretas de 25 de Março próximo. Referindo-se ao ambiente tenso de disputa, Ivone critica que o coordenador cessante José Lopes, que se recandidata ao mesmo posto, está, num claro sinal de desespero, a denigrir a sua imagem.Por isso, diz sentir-se já uma vencedora, «porque é pela primeira vez, na história do MPD, que uma mulher está a fazer um homem a irritar-se numa disputa política interna». Para mais detalhes, acompanhe a entrevista que se segue.

MpD vai a eleições em França: Ivone Varela assume-se como candidata e critica a postura de desespero por parte do  coordenador cessante que participa na corrida

Confirma que é candidata ao cargo de coordenadora da Região Política do MpD em França ?

- Sim.Confirmo que sou candidata à coordenação da Comissão Política Concelhia da Região do MPD-França.

As eleiçoes estão marcadas para quando ?

- As eleições vão ter lugar no dia 25 de março de 2018.

Quanto militantes estão inscritos para estas eleições ?

- O MPD tem 846 militantes inscritos em França e todos são chamados para irem votar no dia 25 de Março próximo.

Pode surgir mais que um candidato a essas eleições ?

- Sim. Vai também concorrer ao mesmo posto de coordenador cessante, José Lopes. Ou seja, ele é também candidato à sua própria sucessão.

Com vê essas eleições internas para o MPD ?

- A vocação democrática do MPD vai além das bandeiras políticas que defende. A sua organização interna expressa o nosso compromisso com a igualdade e a liberdade. A nossa candidatura busca ser coerente, se organizando e dando imagem do partido e do país que pretendemos construir. O tempo em que vivemos exige que preparemos o partido e que tenhamos uma organização para cumprir o seu papel. Saimos vitoriosos das eleições de 2016, em que tivemos uma vitória expressiva na Europa. A França desempenhou um papel crucial nessas vitorias. Se fizermos uma retrospectiva das eleições em França, podemos dizer que ela foi a maior vitória que o nosso grupo- liderado por mim como directora de campanha - conseguiu. Mas para mim, as vitórias nas eleições não crescem o partido e muito menos diminui as nossas responsabilidades. Por isso, temos grandes desafios pela frente, mas a vontade de os ultrapassar é ainda maior.

Se ganhar, quais seriam as aclividades imediatas a serem implementadas pela sua equipa ?

-  Uma das tarefas imediatas a serem implementadas pela minha equipa é lutar para que a comunidade de emigrantes cabo-verdianos em França seja considerada fundamental no processo de monitorização das relações de Cabo verde com a sua emigração .Vamos executar ações ativas que vão ao encontro dos interesses dos nossos concidadãos que vivem em França.

Uma outra parte importante da nossa atividade que vamos executar tem a ver com o relacionamento da nossa equipa com os órgãos nacionais do partido : vamos criar mecanismos que permitam aos militantes, simpatizantes e amigos do MPD a estarem permanentemente atualizados sobre atividades do governo e do partido, tanto em Cabo Verde como na diáspora.

Que mudanças iria introduzir, caso venha ganhar o pleito de 25 de Março ?

- Mudaria as formas como as decisões são tomadas no interior do partido. É claro que todas as lideranças têm un cunho pessoal, mas não podemos esquecer que um líder deve estar sempre suportado com o trabalho e a dedicação dos militantes e dos simpatizantes que, nos diferentes momentos, dão a cara pelo partido.

Algumas medidas tomadas nao têm sido boas para o partido ?

-  Ha muitos medidas que têm sido tomadas no interior do partido e que têm projudicado o funcionamento do sistema democrático.
- 

Pretende ganhar essas eleições ?

- Eu sou uma candidata forte- Estou convicta que vou ganhar essa eleição e vou fazer o melhor que eu posso para a comunidades cabo-verdiana radicada em França e particularmente para o MPD.

Como vê esta disputa, tendo um homem como seu adversário político ?

- Tendo em conta que o meu adversário é um homem, esperava uma disputa interna franca, democrática, de projeto e de futuro. É assim, com alternativas, que o MPD em França pode se afirmar e mostrar que é um partido vivo e dinâmico.

A sua imagem está a ser vítima de ataque pelo seu adversário?

Sim. Denegrir a minha imagem ultrapassa os limites da crítica da actuação política. Portanto, isto é nada mais que um sinal de desespero por parte do meu adversário interno. Sinto-me já como uma vencedora, porque é pela primeira vez, na história do MPD, que uma mulher está a fazer um homem a irritar-se numa disputa política interna.

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