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Arábia Saudita: Pena capital para Murtaja Qureris por participar em protesto anti-governo dos 10 aos 13 anos 19 Junho 2019

O menor (foto) detido em 2013 foi em 2016 condenado à pena capital por ter participado num protesto contra o governo do Reino da Arábia Saudita. Neste 23 de abril, as esperanças de o salvar pareciam dissolver-se quando a Arábia Saudita executou 37 dos seus cidadãos todos condenados por "terem adotado a ideologia terrorista extremista" e na mesma linha "terem formado células terroristas", segundo o Ministério da Administração Interna em comunicado difundido pela agência noticiosa do reino, a SPA.

Arábia Saudita: Pena capital para Murtaja Qureris por participar em protesto anti-governo dos 10 aos 13 anos

O vídeo mostra Murtaja Qureris, de dez anos, a segurar um megafone enquanto grita a palavra de ordem "O povo quer direitos humanos", no meio de um grupo de trinta rapazes em bicicleta, na primavera de 2011.

Esse foi o seu primeiro protesto, segundo a Acusação, que acrescentou outros "crimes terroristas cometidos em grupo organizado": Murtaja esteve ao lado do irmão mais velho, Ali, quando este fabricou cocktails Molotov. Outro: nesse mesmo ano de 2011, acompanhou a marcha de protesto que foi… o funeral do irmão, Ali.

Os vídeos exibidos anos depois pela CNN foram considerados na Acusação, após a detenção de Ali na fronteira saudita quando a família, islâmicos xiitas num país sunita, estava a viajar para o reino vizinho, o Bahrein. Mas nenhum mostra atos terroristas, segundo analistas que apontam que a acusação se baseia em confissões de pertença a um grupo terrorista, as quais Murtaja alega terem sido obtidas sob tortura tendo ele treze anos de idade.

O reino saudita executa pessoas das minorias xiitas — que constituem de 10 a 15 por cento dos 32 milhões de sauditas, na maioria sunitas — , bem como dos meios mais vulneráveis, denunciam organizações internacionais como a ONG "Juntos contra a pena de morte".

A Amnistia Internacional inclui a Arábia Saudita, ao lado do poderoso aliado, Estados Unidos, na lista de países que mantêm a pena capital. Mas pelo número de execuções, que em cada ano atingem quase o milhar, o Top-5 que o reino saudita forma com a China, Irão, Vietname e Iraque, distingue-se dos demais países que mantêm a pena capital.

Enquanto nos Estados Unidos a execução recorre a meios ultramodernos, o reino saudita executa as penas capitais sob o mesmo modus operandi de há mais de mil anos, com o condenado a ser decapitado com uma espada, em público, às nove horas da manhã.

Fontes: sites das instituições referidas.

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