Presidenciais 2021

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lha do Sal: Iniciativa SAL não se alia a candidaturas presidenciais porque “não quer ser peão” do jogo político – líder 20 Agosto 2021

O líder da iniciativa Sociedade em Acção para a Liberdade (SAL) comunicou hoje que não vai se alinhar a nenhuma candidatura para as presidenciais 2021 porque “não quer ser mais um peão” de um jogo político.

lha do Sal: Iniciativa SAL não se alia a candidaturas presidenciais porque “não quer ser peão” do jogo político – líder

Aldirley Gomes fez estas declarações durante uma conferência de imprensa, convocada para o efeito, a qual teve lugar ao ar livre, à entrada do bairro degradado de Alto Santa Cruz.

A escolha do “cenário” foi propositadamente, para mostrar, conforme ironizou, que a “estabilidade” que se tem garantido ao longo desses anos “não serve aos cabo-verdianos”.

“A estabilidade que se requer é o poder para controlar os recursos do País e usar este controlo para fortalecer os sistemas partidários, os seus dirigentes e seus militantes”, censurou, reiterando que a Sociedade e Acção para a Liberdade escusa-se em alinhar-se com as candidaturas às eleições presidenciais, apesar de ter recebido vários convites, porque “não está interessada em que as coisas continuem como estão”.

“Todos os candidatos à Presidência da República estão a professar a garantia de estabilidade que não nos serve. Queremos nos escusar de participar em mais uma fraude alargada, patrocinada pelo sistema, queremos escusar de participar nesta ilusão colectiva de democracia que continua servindo apenas um grupo restrito de cabo-verdianos”, exteriorizou.

“Não queremos um presidente que garanta estabilidade. Queremos um presidente que seja o verdadeiro garante e defensor da Constituição da República, o representante supremo de todos os cabo-verdianos. Um presidente que se levante contra o Governo quando este falha com os compromissos com a Nação”, apontou, entre outras condições.

O activista social, insistiu que a Sociedade em Acção para a Liberdade não se alinha às candidaturas presidenciais, não sendo para haver mudanças “nos pilares do pensamento político”, corroborando a afirmação do ex-candidato Daniel Medina, que desistiu da corrida, e que diz que “o Estado de Cabo Verde não garante a imparcialidade, nem transparência das eleições”.

Aldirley Gomes concluiu, advertindo, que cada cidadão, também, deve fazer a sua análise dos acontecimentos, desde as autárquicas, analise bem o que aconteceu nas legislativas, o que está a acontecer neste momento, as atitudes dos governantes, dos actores políticos e busque no seu interior a sua decisão de forma individual e consciente.

“Vamos aproveitar este tempo para continuar reforçando a nossa organização, consolidar as nossas parcerias e estratégias, para que tenhamos mais força para a luta do desenvolvimento deste País”, finalizou. A Semana com Inforpress

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