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Bolsonaro recua sobre possível base militar dos EUA no Brasil 09 Janeiro 2019

Bolsonaro havia, na semana passada, admitido a possibilidade de autorizar a instalação de uma base dos EUA, com eventual utilização do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. A medida marcaria de modo mais claro a aproximação agressiva com a presidência de Trump desde que foi eleito, em outubro, o 39º presidente do Brasil.

Bolsonaro recua sobre possível base militar dos EUA no Brasil

A instalação de uma base norte-americana no Brasil, que Bolsonaro ventilou durante uma entrevista concedida à emissora SBT, suscitou de imediato a reação desfavorável dos militares, oficiais superiores, que consideraram a medida "desnecessária" e "inoportuna", como cita o diário Estado de São Paulo na sua edição do sábado, 5.

Para um dos oficiais, ouvidos pelo Estado de São Paulo, a base militar estrangeira só se justificaria se o Brasil estivesse sob risco de ameaça externa, possibilidade que está excluida.

O titular da diplomacia também se manifestara favorável à medida, confirmando as palavras do presidente. O novo “chanceler” – título que se dá no sistema brasileiro ao ministro dos Negócios Estrangeiros —, Ernesto Araújo, de 51 anos, apontado como ultraconservador, foi, escreve o diário “Estadão”, “uma indicação pessoal do escritor Olavo de Carvalho”, que vive nos Estados Unidos e é “um dos gurus do bolsonarismo”. Olavo, que tem «milhares de seguidores na internet, recomendou em suas redes sociais o artigo ‘Trump e o Ocidente’, que Araújo escreveu para a revista de Política Externa do Itamaraty no segundo semestre de 2017», relembra a fonte referida.

A fonte Estado de São Paulo aponta que a base militar estrangeira seria um fator que complicaria as negociações entre os países sobre o uso do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Uma eventual base que de há muito é ambicionada pelos Estados Unidos, lembra o Estado de São Paulo, muito crítico do bolsonarismo.

Azedo se vê mas S(a)lva

O trocadilho faz-se com o nome do ministro da Defesa, o general Azevedo e Silva (foto), a quem os crítico de antes aplaudem agora.

Afinal, o general Azevedo e Silva ao tomar posse no dia 2 último (foto) jurou no seu discurso que as suas prioridades são "reduzir os custos operacionais das Forças Armadas, e aderir em toda a linha à defesa da Constituição sob a liderança civil". Será Aze(ve)do, mas como se vê até S(a)lva.

Fontes noticiosas referidas. Relacionado: Brasil: Militares contra base norte-americana que Bolsonaro admite autorizar, 6.1.2019

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