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Brasil em hora má: Covid-19 atinge 1,4 milhão, e agora ’ciclone-bomba’ 02 Julho 2020

O fenómeno meteorológico ’ciclone-bomba’ chegou, na terça-feira, ao Brasil com ventos acima de 100km/h e chuva intensa. Ao longo de ontem e hoje, 4ª fª, provocou estragos na natureza e em casas, apagões nas cidades e barcos afundados no litoral. Famílias ficaram sem casa. Regista-se a morte de dez pessoas, um homem no Rio Grande Sul e nove em Santa Catarina.

Mais afetados estão os Estados do Sul, com as regiões Litoral Norte e Metropolitana de São Paulo, Rio Grande, segundo as fontes.

A Companhia Paranaense de Energia classificou os estragos como "pior evento climático da história da empresa". No momento de pico, 875 mil moradias ficaram sem luz. No momento, ainda há 360 mil desligadas. A região leste, que inclui Curitiba, região metropolitana e litoral, foi uma das mais atingidas e chegou a 530 mil residências atingidas, relata a imprensa local.

Um pescador relatou à TV Globo que "a força do mar arrebentou as amarras" que prendiam as embarcações afundando-as. Houve quem se aventurasse a tentar salvar o seu barco (foto).


Ciclone extratropical

O ciclone extratropical, designado também "ciclone-bomba", é um tipo de ciclone que difere das variedades tropical e subtropical por estar associado a frentes frias.

Pelo formato parece-se com uma espiral, com o seu centro a apresentar uma baixa temperatura — a pressão atmosférica cai 24 hPa (hectoPascal) em 24 horas — em relação à atmosfera vizinha. Isso favorece a formação de chuvas moderadas e ventos fortes.

Covid-19: 60 mil mortes

Hoje (4ª fª) com 1.032 novas mortes pelo coronavírus em 24 horas, o Brasil regista 60.632 pessoas infectadas pela doença e é o segundo mais afetado a nível global. Pior só os Estados Unidos com mais de 127 mil óbitos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de óbitos no Brasil cresceu 927% em dois meses: de 5.900 em 2 de maio para as atuais mais de sessenta mil.

Como comparação, o Brasil registou 63 mil mortes violentas em todo o ano de 2017, que foi o pior ano em toda a história da criminalidade brasileira.

Os dados são do Conass-Conselho Nacional de Secretários de Saúde — a entidade criou uma plataforma para nela constar os dados sobre o novo coronavírus no país após o Ministério da Saúde ter, no início do mês, decidido divulgar os números de forma menos detalhada.
...

Fontes: Referidas/UOL/Folha. Fotos: Ventos fortes e chuva intensa no Rio Grande do Sul destruiram tudo o que estava neste galpão (ou: barracão), que é uma construção tosca, coberta, mas em geral sem paredes, destinada a recolher carros. Pescador a entrar no mar procura salvar a sua embarcação que o ciclone-bomba fez soltar.

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