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Britânicos e não só divididos com tratamento deferencial de William e descaso paterno ante eco-combate de Harry 19 Outubro 2021

O número-1 na sucessão ao trono do Reino Unido fez o elogio do "eco-combate" que o seu primogénito está a realizar. Surpreendentemente, não só por ser através dos ’social-media’ mas por abrir uma exceção para William e não para Harry, segundo alguns ’media’ da Comunidade Britânica. O par William e Kate são o rosto do importante ’Earthshot Prize’, prémio mundial pela defesa da Terra, no valor de £50 milhões (6,5 mil milhões CVE), atribuído neste domingo à Costa Rica, a uma organização na Índia, a uma firma de cultura de corais nas Baamas, a uma empresa italiana e a um grupo italiano-tai-alemão.

Britânicos e não só divididos com tratamento deferencial de William  e descaso paterno ante eco-combate de Harry

O príncipe Carlos por ocasião do prémio pró-defesa ambiental The Earthshot Prize/Prémio da Viagem à Terra expressou: "Tenho muito orgulho no meu filho, William, pelo seu crescente comprometimento com o ambiente", escreveu no Instagram oficial. "Unidos precisamos de inspirar, reimaginar e construir o futuro sustentável de que tão desesperadamente necessitamos", escreveu nessa rede social em nome da ’Clarence House’.

Seria apenas um pai naturalmente orgulhoso do filho. O problema todavia é que segundo destacaram nesta segunda-feira os media anglófonos críticos, o príncipe Carlos nunca disse o mesmo sobre o importante trabalho que o filho-segundo Harry tem vindo a fazer nos últimos anos.

"Esperava-se era que o pai se orgulhasse dos seus dois filhos", nunca "que apoiasse um em detrimento de outro", lê-se no The News.com.au, online australiano e outros media da Commonwealt, referidos abaixo. Em vários Estados da Comunidade Britânica, critica-se o príncipe Carlos e não se deixa aberta a hipótese de que como próximo monarca estará a referir-se por deferência, própria do estilo reverencial, ao seu continuador dinástico.

O contraste nas formas de tratamento assume maior visibilidade à luz do Meghanexit(ver links abaixo), o ato de separação de Harry e esposa que se mudaram para o outro lado do Atlântico.

Bem antes do lançamento do prémio deste ano, que parece ser a primeira iniciativa ’individual’ do príncipe William no setor do ativismo climático (por ’individual’ entenda-se sem Harry), o príncipe Henry esteve em várias frentes do eco-combate.

Só este ano, Harry palestrou em vários territórios da Commonwealth sobre os perigos da Terra em sobreaquecimento. Em maio, num especial televisivo falou sobre "os [s]eus medos acerca do clima", expressando que "as crianças estão a crescer num mundo muito deprimente, em que dependendo do lugar onde vivem a sua casa está cercada por um incêndio ou por uma inundação" e "casas e florestas estão a ser arrasadas".

Há um mês, em setembro, Harry e Meghan apareceram no concerto do Global Citizen Live/Cidadão Global ao Vivo e fizeram um apelo aos Estados Unidos para "reduzir para metade as emissões dos gases de efeito de estufa" até 2030.

Na semana passada o casal Meghan-Harry esteve nos noticiários por terem assinado um contrato com a Ethic/Ético, empresa de "investimento sustentável". Classificados como "parceiros de impacto", o duque e a duquesa de Sussex expressaram que "[q]uerem repensar a natureza do investimento para resolver os problemas globais que todos temos pela frente".

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Fontes: AP/Reuters/ The News.com.au/Herald.co.nz/Sydney News Today... Fotos (AFP): O prémio ecologista ’The Earthshot Prize/Prémio da Viagem à Terra’ — criado pela Casa Real e que de 2021 até 2030 vai premiar e apoiar a implementação de "iniciativas sustentáveis" pró-defesa ambiental — conta com o alto patrocínio científico de Sir David Attenborough.

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