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Caso de agressão na AN: Grupo parlamentar do MpD desafia Moisés Borges a demitir-se dos cargos e funções que ocupa, o deputado do PAICV instou a Emanuel Barbosa a assumir-se como primeiro agressor 15 Novembro 2018

O grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD-poder) acusou hoje,15, o deputado Moisés Borges de “manchar” a democracia cabo-verdiana e desafiou-o a colocar o seu lugar à disposição e demitir-se dos cargos e de funções que ocupa.Já Borges rebateu a bancada ventoinha que agiu em legitima defesa, pedindo a Emanuel Barbosa que assuma perante os cabo-verdianos que foi ele que se atirou na sua pessoa (Borges) enquanto deputado do PAICV.

Caso de agressão na AN: Grupo parlamentar do MpD desafia Moisés Borges a demitir-se dos cargos e funções que ocupa, o deputado do PAICV instou a Emanuel Barbosa a assumir-se como primeiro agressor

O apelo foi feito pelo líder da bancada parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD-poder), Rui Figueiredo, em declaração política que teve como prepósito a “briga” que envolveu os deputados Emanuel Barbosa do (MpD) e Moisés Borges do (PAICV) que aconteceu na última sexta-feira, na casa parlamentar.

Segundo Rui Figueiredo citado pela Inforpress, não se tratou de uma briga, mais sim de uma agressão que põe em causa o respeito pelo parlamento e parlamentares, e considerou “inaceitável” o comportamento do parlamentar do PAICV que “em falta de argumentos” para contrariar os da bancada do MpD “tem sistematicamente feito uso de meios impróprios e indignos sobretudo a violência verbal e física para estar na política, tentando a todo custo condicionar os seus adversários”.

No seu entender, qualquer deputado que no exercício das suas funções praticasse um acto desta natureza dentro da casa parlamentar e pelas responsabilidades que ocupa teria no mínimo de pôr o seu lugar à disposição, se não se demitir dos cargos e funções. E, acrescentou, não é normal que o deputado em causa permaneça nas mesmas funções com os votos de confiança do grupo parlamentar do MpD.

“Um deputado que agride os colegas no exercício das funções parlamentares viola gravemente o dever de desempenhar os cargos e funções para que foi designado de modo a dignificar e prestigiar a Assembleia Nacional, conforme o artigo 22 do estatuto dos deputados”, salientou o líder do MpD, que disse estranhar o posicionamento do PAICV que se tem manifestado contra uma tomada de posição política do grupo parlamentar do MpD quanto às funções e cargos desempenhados pelo deputado Moisés Borges.

Na ocasião, lembrou que o deputado do PAICV há muito tempo “tem ameaçado vários deputados do MpD” na casa parlamentar, o que acabou por acontecer na última sexta-feira, com este “acto de agressão que envergonha e mancha” a democracia cabo-verdiana.

Considerou ainda tratar-se de um “ataque indigno” que não devia ocorrer na política cabo-verdiana e muito mesmo na casa parlamentar onde deve imperar o bom senso a tolerância o entendimento para se resolverem as questões conflituosas.

Ainda segundo a Inforpress, Rui Figueiredo afirmou que o seu grupo parlamentar “condenou e repudiou” este caso e continua a repudiar, uma vez que se trata não só de um acto inédito a todos os títulos “injustificável”, mas também de um acto que nada dignifica a nobre função parlamentar.

Por outro lado, manifestaram-se solidários com o deputado Emanuel Barbosa, tendo reiterado todo o apoio do grupo nas acções que o deputado pretende levar a cabo para que este acto não fique impune e para que a culpa não morra solteira.

“Esta agressão não nos intimidará e nem nos desviará um milímetro do nosso caminho enquanto parlamentar e continuaremos firmes no exercício das nossas funções, trazendo ao debate qualquer tema de interesse nacional, seja a questão do Fundo do Ambiente ou qualquer outro tema”, advertiu.

Borges desafia Barbosa a falar a verdade

Em sua defesa, o deputado Moisés Borges pediu desculpas aos cabo-verdianos pelo incidente que, segundo o mesmo foi envolvido involuntariamente uma vez que reagiu a uma agressão física.

“Eu peço ao senhor deputado Emanuel Barbosa que assuma perante os cabo-verdianos que foi o senhor que se atirou a mim e assuma, com honestidade, um compromisso com a verdade, sendo que reagi em legítima defesa”, desafiou Moisés Borges que classificou o deputado Emanuel Barbosa como uma pessoa “agressiva” e “conflituosa” que há muito tem demonstrado na casa parlamentar.

Por seu turno, o deputado Emanuel Barbosa, que não quis pronunciar-se sobre o sucedido, disse que foi um momento “mau” para a casa parlamentar, para a democracia nacional e ficará na história do parlamento.

“Quando o senhor deputado vem à casa parlamentar dizer que fui eu que lhe agredi, isso só demonstra que é uma tentativa de manipulação que não vai passar junto dos cabo-verdianos, porque sabem quem tem sido visado reiteradamente para que seja esclarecido onde foram parar os 180 mil contos do Fundo do Ambiente”, sublinhou o deputado que assegurou que Moisés Borges tem ameaçado há muito não só a ele, mas toda a bancada do MpD já que se sente incomodado com a questão do Fundo do Ambiente, conclui a fonte deste jornal.

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