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Caso de agressão na AN: Rui Semedo diz que nenhuma maioria deve “arvorar-se em tribunal” para julgar e condenar os deputados 13 Novembro 2018

O líder do grupo parlamentar do PAICV disse, hoje,13,que nenhuma maioria deve “arvorar-se em Tribunal para julgar e condenar os deputados”, porque Cabo Verde é um Estado de Direito, em que ninguém “pode ser condenado sem ser julgado”.

Caso de agressão na AN: Rui Semedo diz que nenhuma maioria deve “arvorar-se em tribunal” para julgar e condenar os deputados

“Esta é uma oportunidade para pararmos e pensarmos, com toda a serenidade, e avaliarmos onde estaremos a falhar, enquanto casa do povo e casa da democracia”, afirmou Rui Semedo, citado pela Inforpress, para quem devem ser analisadas as falhas existentes no sistema, designadamente “na atitude e comportamento dos deputados”.

Na sua perspectiva, os insultos e as ofensas devem ser “analisados e condenados”, assim como os “ataques muitas vezes gratuitos, os excessos verbais e, muitas vezes, a incitação ao ódio” que se verifica no Parlamento.

Rui Semedo fez estas considerações no encontro com a imprensa para o balanço das jornadas parlamentares do GP do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (oposição), em que foi analisado o incidente registado no passado dia 09, envolvendo os deputados Emanuel Barbosa (MpD) e Moisés Borges (PAICV).

O líder da bancada parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD-poder), Rui Figueiredo, em conferência de imprensa, esta segunda-feira, revelou que os deputados do seu partido vão “fazer de tudo” para que Moisés Borges seja destituído de todas as responsabilidades internas que tem como deputado e que a destituição vai ser ao nível da Rede Parlamentar do Ambiente e da vice-presidência de uma comissão especializada.

Por sua vez, Rui Semedo garante que o seu partido condena qualquer que seja a “atitude precipitada” de perseguir os deputados e lembra que o Parlamento é a casa onde “deve funcionar o princípio da justiça”.

“O Parlamento deve agir para apurar a verdade dos factos e deixar os tribunais e a justiça funcionar para descobrir e punir o culpado ou culpados”, declarou o líder do GP do PAICV, advertindo que “não se pode estar a semear vento e a esperar a bonança”.

Segundo ele, o caso de briga entre os dois deputados, é uma questão “muito grave” que deve ser autonomizada e tratada com “muita seriedade, elevação e ponderação”.

Não acredita que o MpD vai levar avante as suas ameaças em relação ao deputado Moisés Borges e, por isso, está convencido que este partido “vai analisar, ouvir os outros e arrepiar o caminho”.

Instado se os últimos acontecimentos registados no Parlamento não vão contribuir para o extremar de posições entre os dois grupos parlamentares, respondeu nesses termos: “Tenho que ter um pensamento positivo. Acredito que haverá bom senso para se criar as condições óptimas para o bom funcionamento do Parlamento. É este o nosso espírito e é neste sentido que vamos trabalhar”.

Clima de tensão e debate na sessão da AN desta semana

Num clima de tensão, o parlamento vai reunir-se com várias matérias na agenda.Na sessão plenária, que se inicia esta quarta-feira, Rui Semedo adiantou que, a pedido da maioria, vai haver um debate com o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

Segundo ele, o país ainda continua a registar “episódios de criminalidade”, além de “assaltos nas ruas”, assim como, “ainda de forma avultada, os homicídios”.

O sector dos transportes vai ser também motivo de interpelação ao Governo de Ulisses Correia e Silva.

“Esta interpelação surge no momento em que se regista um grande caos no sector dos transportes, quer aéreo, quer marítimo”, indicou o dirigente político da oposição referido pela Inforpress.

A fazer na mesma fonte, a dívida pública, que podia ser uma “grande novidade” da lei que vai à votação final, acaba “por não ser porque o limite que se fixa em 60% (por cento) é o que se encontra actualmente na lei do enquadramento orçamental”.

Instado se os deputados da sua bancada vão votar com a maioria a referida proposta de lei, assegurou que não vai anunciar como sentido do voto, a fim de poder “criar as condições para permitir que as propostas do PAICV passem “, refere Rui Semedo.

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