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Depois da lua artificial, China cria sol para controlar o clima 18 Novembro 2018

Um grupo de cientistas da China construiu um "sol artificial" para produzir energia e combater as alterações climáticas. É mais uma tentativa do país conseguir controlar o clima, depois de criar também uma lua artificial e um mecanismo de "semear" nuvens para provocar ou evitar chuva.

Depois da lua artificial, China cria sol para controlar o clima

Este "sol" é na verdade um reator de fusão nuclear e a China quer, segundo revela JN-PT, ser o primeiro país do Mundo a colocar em ação uma tecnologia deste tipo, já testada em outros países.

Para replicar as funções do sol, a máquina poderá vir a fornecer energia sem limites. É uma invenção que pode valer mil milhões de dólares e que pretende salvar a Terra da crise do aquecimento global.

De acordo com a imprensa internacional, a China lidera o mercado com esta inovação e alcançou um grande marco na última terça-feira: a máquina chegou a atingir 100 milhões de graus centígrados pela primeira vez, o que se acredita ser a temperatura na qual ocorre a fusão nuclear. Embora seja para reproduzir o sol, esta temperatura torna-o seis vezes mais quente que o núcleo da estrela, que atinge o pico à volta dos 15 milhões de graus centígrados.

O projeto está a ser desenvolvido por uma equipa de cientistas dos Institutos Hefei de Ciências Físicas da China. Mas apesar das conquistas no reator Experimental Advanced Superconducting Tokamak (EAST) em Hefei, capital da província de Anhui, o cientista Zhang Tiankan sugeriu que ainda há algum caminho a percorrer antes que a China consiga aproveitar a energia produzida pelo processo de fusão.

Conforme fonte deste jornal, o cientista disse ainda que, para alcançar a energia de fusão sustentada, é necessário elevar a temperatura para "centenas de milhões de graus" e aumentar o pulso para "milhares de segundos".

Até agora, o EAST atingiu uma produção elétrica de 10 milhões de watts, equivalente à energia necessária para abastecer 200 mil lâmpadas. O poder de fusão gera muita energia com um impacto mínimo no ambiente, algo que pode ajudar a combater as consequências das alterações climáticas.

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