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EUA: Vida dupla de Maria Butina, estudante e espia de Putin — Detida pela justiça americana 22 Julho 2018

A justiça americana acredita que Maria Butina entrou nos Estados Unidos com um visto de estudante, mas as suas intenções eram infiltrar organizações "políticas" através das quais estabeleceu "canais oficiosos" para "promover os interesses da Federação Russa". Por isso, foi detida, no domingo, 15, para ser submetida a interrogatório judicial, no dia seguinte, enquanto decorria a cimeira de Helsínquia entre Trump e Putin.

EUA: Vida dupla de Maria Butina, estudante e espia de Putin  — Detida pela justiça americana

A presença nos Estados Unidos da jovem russa esteve desde 2014 sob os radares do FBI, escrevem os ’media’ americanos de referência. Agora quatro anos depois, a investigação da polícia federal suporta a acusação de espionagem.

Em quatro anos, ela conseguiu introduzir-se em alguns dos círculos que envolvem o partido republicano.

Um dos primeiros foi a NRA, a organização que agrega os poderosos fabricantes de armas. A "National Rifle Association’, embora contribua para o financiamento das campanhas dos democratas, é tida como um dos mais importantes financiadores do partido de Trump.

Entusiasta das armas, esse requisito foi importante para a sua aproximação à NRA. A sua experiência de exímia atiradora vem do treino nas florestas da Sibéria, sob orientação do próprio pai, Valery Butin, empresário de mobiliário.

Fundadora da "NRA russa"

Antes mesmo da sua aventura americana iniciada em 2014, Maria Butina, que se mudou da Sibéria para Moscovo a expandir o negócio do pai, fundou em 2011, uma organização para defender o uso de armas.

Para isso, contou com o patrocínio do multimilionário Torshin, que mantém relações privilegiadas com o presidente Putin. Aliás, na biografia dela consta a sua eleição para uma ala juvenil do partido no poder, ’Rússia Unida’, a partir de 2011

Em 2014, a NRA convidou-a e ao seu patrocinador, Torshin, para visitar os EUA.

Namorado americano com dobro da idade garantiu-lhe ’visa’, diz a acusação

Entre os fundamentos da acusação pelo Ministério Público, divulgada ao longo da semana, consta que Maria Butina utililzou "meios ilegais para obter o visto que lhe permitiu uma estadia mais longa".

Passou a morar com um "dirigente político do Partido Republicano", cujo nome se mantém em segredo. Este "seu namorado tem o dobro da idade dela".

A mesma investigação, segundo o New York Times, indica que ela em privado "trata-o com desprezo e obriga-o a fazer as tarefas domésticas".

A acusação conclui que "é provável que ela mantenha contactos com outros agentes russos camuflados", nos Estados Unidos.

A realidade estará a emular a ficção e Maria Butina será a espia que veio do frio da Sibéria para infiltrar os círculos do poder em Washington, em benefício do poderoso Putin.

Fontes: WP/ NYT/L’Express/ BBC/ Reuters

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