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Entrevista/ Indira Rocha: "Desde criança eu sempre gostei de cantar. É uma das coisas que mais amo fazer" 18 Julho 2021

A artista cabo-verdiana Indira Jéssica Rocha Mendes diz que cantar é o que mais gosta de fazer. “Desde criança eu sempre gostei de cantar. É uma das coisas que mais amo fazer”. Depois do seu primeiro single intitulado “Gato Loja” que fala sobre o empoderamento feminimo e o “Bersu di iluzon” a artista lançou recentemente o seu novo EP (Extended Play) intitulado “Mil Paus”, formado por seis temas: “Mil Paus” que dá nome ao EP, “Nada Ver”, « Pé Finkadu na Txon», «Kode di mama», «Bo ki sabi» e «carrega nha cruz». Licenciada em estudos ingleses pela Universidade de Cabo Verde, hoje a jovem, além de cantora, é professora. Dunia como é conhecida em casa, revelou em entrevista exclusiva ao Asemanaonline, que conseguiu tirar grandes lições com esta pandemia apesar das dificuldades. Afirma por outro lado que a carreira surgiu através de uma brincadeira, por conta do ‘stresse’ da pandemia e por conta das restrições. A jovem assegura que a pandemia veio para mostrar que não se pode viver sem pensar no amanhã.

Entrevista conduzida por: Luciana Cruz/Redação

Entrevista/ Indira Rocha:

A Semana- Como nasceu a paixão pela música?

Indira Rocha - Desde criança eu sempre gostei de cantar. É uma das coisas que mais amo fazer. Quando era criança gostava de cantar nas atividades da escola e da igreja. Lembro até que a minha primeira atuação perante o público foi no hotel em que trabalhava.

“Gato Loja” foi o seu primeiro single divulgado. Qual é a história por detrás desta música?

- A música Gato Loja, composta por Manolo tem como finalidade passar a mensagem de empoderamento feminino, ou seja, passar a mensagem de que nós, mulheres, não precisamos de homem para ser felizes. Enquanto mulher, nós devemos conquistar a nossa autonomia para não dependermos somente dos homens.

E quanto ao seu segundo "single" intitulado Bersu de Iluzon, que mensagem pretendeu transmitir com esta música?

- Nesta música decidi trazer uma Indira mais romântica e transmitir também força e energia às pessoas, uma vez que todos nós estamos sujeitos ou já tivemos um amor que acabou numa desilusão amorosa. Conseguimos perceber que nem sempre as coisas são o que parecem.

A arte em tempos da pandemia de Covid-19 e novos projetos

Além do seu novo EP (Extented Play) intitulado “Mil Paus” e o vídeo-sinlge “Pe finkadu na Txon, lançados recentemente, há mais algum projeto na agenda para ser divulgado?

- Neste momento, nós estamos focados na divulgação do novo EP (Extended Play) intitulado “Mil Paus” e do vídeo-single “Pe finkadu na Txon”. O nosso maior objetivo é fazer com que as pessoas conheçam e vivam este EP, e só depois nós vamos planear os próximos passos. 

- Iniciou a sua carreira musical num período extremamente difícil visto que os shows, os festivais, que poderiam ser um meio de divulgação dos seus trabalhos perante o público estão todos cancelados por causa da pandemia da covid-19, como tem lidado com esse período difícil.Que métodos tem utilizado para promover as suas músicas?

- Eu sou uma pessoa muito positiva. Por isso, eu digo que eu consegui tirar grandes lições com esta pandemia. Aliás, a minha carreira surgiu através de uma brincadeira, por conta do ‘stresse’ da pandemia. É por conta dessa brincadeira que acabei por assinar um contrato com a maior firma musical de Cabo Verde, a Harmonia.

Entretanto, ainda assim, é claro que muitas pessoas costumam dizer que se nós não estivéssemos numa crise como essa eu poderia estar em outro patamar porque poderia fazer ‘shows’ e outras coisas que impulsionaria ainda mais a minha carreira e assim as pessoas poderiam me conhecer, conhecer os meus trabalhos e sentir a minha energia. Entretanto, acredito que quando for o tempo e o momento certo poderei vivenciar isso. Daí, sem poder fazer ‘shows’, hoje utilizo muito a ‘internet’ para divulgar os meus trabalhos.

Então podemos afirmar que com a pandemia as lives ganharam força, já que a internet se tornou a única alternativa para muitos artistas?

- Na verdade, a ‘internet’ já vinha mostrando a sua força já algum tempo, e é claro que com esta pandemia, nós conseguimos ver isso com outra amplitude. Com a Covid-19, a ‘internet’ tomou uma proporção maior, já que a maioria das pessoas estão em casa e sem nada para fazer.

Na sua opinião, que lição os músicos podem tirar com esta pandemia?

- A Primeira lição que esta classe musical pode tirar com esta pandemia é que nada é garantido e que nós não temos o controlo de nada. Antes da pandemia muitas pessoas costumavam viver sem pensar no amanhã, mas esta pandemia veio para nos mostrar que nós não temos nada sobre controlo e nós podemos viver intensamente hoje, mas pensando sempre no amanhã, porque tudo pode acontecer.

Temas de sucesso e o maior sonho

Quais foram os trabalhos que mais tiveram sucesso?

- Há dois lados, se fomos ver nas plataformas digitais, a música Bersu de Iluzon é aquela que tem o maior número de visualização no YouTube, porém acredito que Gato Loja é a música que obteve um maior impacto perante as pessoas visto que onde quer que eu esteja as pessoas costumam chamar-me Gato Loja, nas ruas. Acredito que essas são as músicas com maior sucesso.

Qual é o seu maior Sonho?

- O meu maior sonho é ser feliz independentemente daquilo que eu estiver a fazer. Desde que eu esteja feliz e a fazer os outros felizes já consegui atingir o meu maior sonho. Ainda, pretendo com a minha música tocar o máximo de pessoas que eu conseguir.

"Feedback" do público

Que feedback obteve após o lançamento das suas músicas?

- É tudo muito novo para mim, porque antes ninguém me conhecia. Hoje, quando saio às ruas, consigo perceber que as pessoas já me conhecem e consigo ter a real noção de quantas pessoas consomem realmente o meu trabalho. Portanto, posso dizer que o feedback está sendo bastante positivo.

Neste momento é cantora e ao mesmo tempo professora de inglês. Qual é o caminho profissional que pretende seguir?

- Por enquanto eu gostaria muito de poder conciliar as duas coisas: ser cantora e professora em simultâneo, porque eu gosto tanto de cantar como eu gosto de ensinar. São duas coisas que eu amo fazer.

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