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Espanha: ’Viúva negra’ suspeita na morte de 3 maridos fingiu paralisia e suscita debate sobre se "violência tem género" 14 Junho 2019

A mulher em cadeira de rodas, Conchi, de 45 anos, foi detida em flagrante por agentes da polícia no momento em que ela, surpreendentemente de pé, segurava o marido, com quem se casara havia quinze dias, para que o seu cuidador lhe desferisse punhaladas – às quais sucumbiu em poucos minutos.

Espanha: ’Viúva negra’ suspeita na morte de 3 maridos fingiu paralisia e suscita debate sobre se

Na noite desta quarta-feira, quase dez meses depois do crime no parque de estacionamento de uma zona costeira da cidade de Alicante, a conjugicida e o cúmplice estiveram na reconstituição ordenada pelo tribunal. A 20 de agosto passado, o marido agredido com punhaladas acabou por falecer no local, minutos depois dos polícias — chamados por uma colega à paisana que viu tudo — chegarem ao local.

A reconstituição, ordenada pelo juiz para que decorresse à mesma hora e sob as mesmas condições, irá servir para confirmar a fiabilidade do depoimento da principal testemunha, a agente policial que passeava numa zona sobranceira ao parking e ao ver a agressão chamou os colegas para socorrerem a vítima.

Móbil do crime não parece ser o dinheiro

Fontes da investigação estão a descartar o motivo financeiro, já que a vítima, José Luís, natural de Santander, no norte de Espanha, teria uma situação económica inferior à da mulher com quem se casara havia quinze dias.

O casal vivia em casas separadas e nessa noite a mulher convidara o marido recente para uma saída, marcando o estacionamento perto da praia de Albufereta, na zona mediterrânica, como ponto de encontro às vinte e duas horas.

A investigação em curso trabalha também com a hipótese de que a “viúva voluntária”, flagrada a matar o terceiro marido, de 69 anos, tenha estado por trás da morte de maridos anteriores.

Em pelo menos um caso, o marido faleceu em "circunstâncias violentas", segundo o El Mundo, citando fontes policiais.

Webesfera debate: "A violência não tem género?"

O caso está a suscitar um debate vivo em Espanha, como se constata no quase milhar de comentários online nos três meios referidos.

A violência baseada no género é uma questão divisiva em Espanha. Isto pode ser observado em, por exemplo, os dois episódios de mal-estar relacionados: este debate "A violência não tem género?" na webesfera, bem como, as manifestações durante dias sucessivos há uma ano, após a sentença da violação coletiva ocorrida nas festas de Pamplona em 2017.

Há este e há outros acontecimentos entrados nos noticiários mundiais que põem à prova o ‘governo feminista’ de Pedro Sánchez, que tem onze ministras entre os dezoito governantes. Ressalta, além da crise secessionista catalã, as referidas "manifestações feministas" que inquietaram o sistema judiciário, tanto que andam com escolta policial permanente os três juízes que deram a sentença de abuso sexual ao que a sociedade feminista (homens e mulheres) considera violação no caso da jovem de 18 anos vítima do grupo “La Manada”.

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Fontes: El País/Mundo.es/TVE. Foto (Atlas): À entrada para o tribunal de Alicante no dia 23 de agosto, Conchi teve de ser carregada alegando ser tetraplégica. A polícia todavia garante que a mulher anda normalmente, tanto que a cadeira de rodas se tornou dispensável, mas que ao sair da viatura prisional e ao aperceber-se da presença de televisões e fotógrafos recusou andar pelo próprio pé.

Relacionado: Pena de morte no Japão para ’viúva negra’ suspeita na morte de 7 maridos, 5.jun.2019

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