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Júlio Andrade considera de “má fé” e sem qualquer fundamento as reivindicações do SNETS para greve 13 Novembro 2018

O presidente do Conselho da Administração do Hospital Agostinho Neto, Júlio Andrade, considerou hoje,12, o pré-aviso da greve do SNETS como algo de “má fé” e sem qualquer fundamento já que as reivindicações exigidas não foram entregues ao hospital.

Júlio Andrade considera de “má fé” e sem qualquer fundamento as reivindicações do SNETS para greve

Júlio Andrade, que falava à Inforpress sobre a paralisação anunciada para os dias 14, 15 e 16 pelo Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde (SNETS), disse que a justificação da greve é “ilegítima”, explicando que nem uma nota reivindicativa foi entregue a reivindicar “melhores condições de trabalho” dos técnicos.

A causa da greve evocada pelo sindicato, segundo o PCA do Hospital da Praia, tem a ver com a “necessidade imperiosa” de se melhorar as condições de trabalho do pessoal técnico, administrativos e auxiliares do Hospital e o plano de carreira, cargos e salários.

“Isso é um objectivo muito vago de convocar a greve. Não temos nenhum caderno reivindicativo do sindicato e nenhuma queixa, em específico, dos trabalhadores dessas áreas”, realçou, sublinhando, por outro lado, que a direcção do hospital até tem reunido com os trabalhadores para saber sobre as condições de trabalho no hospital.

Do encontro realizado com os referidos serviços, assegurou que apenas o laboratório central, o sector da imagiologia e da cozinha admitiram ter algum problema de condições de trabalho, pelo que estas reclamações estão por ser resolvidas.

Para resolver estes problemas, avançou a existência de projectos que já estão a decorrer, com a abertura de concursos para melhoria de condições de trabalho em serviços já mencionados, e até do Banco de Urgência.

Júlio Andrade justifica ainda a decisão da direcção do hospital em tomar algumas medidas, por indicações do Ministério das Finanças, contra algumas ilegalidades que pairavam no Hospital da Praia, após as auditorias de 2012 e 2016.

“As auditorias traziam recomendações específicas sobre o funcionamento do hospital, a questão de controlo de assiduidade, velas fixas, as renumerações anómalas, o que punha em causa toda a organização do hospital e que deviam ser corrigidas”, defendeu.

Neste âmbito, o PCA do Hospital da Praia prometeu normalizar todas as ilegalidades que se viviam no estabelecimento hospitalar e garantiu que se vai trabalhar um quadro e regulamento interno para todo o pessoal operacional, assim como requalificação desse pessoal, mas dentro da legalidade e não como quer o sindicato.

Caso a greve se concretizar, Júlio Andrade garante que o hospital não terá problemas, pois, o “serviço minimizo tem de ser assegurado segundo manda a lei”.

Em conferência de imprensa, concedida sexta-feira, 09, o presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde (SNETS), José Manuel Pereira Vaz, apontou como razões para greve a melhoria das condições de trabalho do pessoal técnico, administrativos e auxiliares.

A criação de um plano de cargo, carreira e salário específico só para a classe técnica era também, segundo aquele sindicalista, um dos motivos da greve de três dias no HAN, um serviço que, segundo refere, está a discriminar as classes trabalhadoras. ASemana/Inforpress

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