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Motoristas do circuito Assomada/Praia “contestam” carros a mais nas paragens e discordam da taxa da edilidade 07 Outubro 2018

Os condutores de hiace que fazem o percurso Assomada/Praia dizem-se insatisfeitos com a introdução de muitos carros na fila de espera assim como discordam da cobrança de senhas no valor de 150 escudos por parte da municipalidade.

Motoristas do circuito Assomada/Praia “contestam” carros a mais nas paragens e discordam da taxa da edilidade

Esses motoristas profissionais manifestaram,este sábado, o seu desagrado em declarações à Inforpress, discordando da medida da municipalidade em introduzir na mesma paragem, um numero elevado de carros do modelo Toyota Coasters, porque, conforme argumentam, “dificulta muito” o trabalho dos condutores de hiace, primeiro porque tornam as filas de espera mais extensas, e depois, porque provocam atrasos nas saídas da paragem e “desequilíbrio” na repartição de passageiros, pois, cada unidade absorve 30 passageiros, o dobro dos carros de modelo Hiace.

Conforme explicaram, devido a esta situação, muitos motoristas de hiaces acabam por não conseguir se quer fazer uma única viagem ao longo do dia, o que não acontecia até recentemente.

“Não estamos contra as pessoas que trabalham na Toyota Coaster, mas o problema é que dois coasters na linha levam um número de passageiros que enche quatro hiaces”, exteriorizam.

Uma outra questão que os motoristas em apreço criticam, se refere, conforme realçaram, à assunção do controlo da organização das paragens por parte da câmara municipal, com o objectivo de poder “taxar” os condutores com uma senha no valor de 150 escudos por viatura, esquecendo que os mesmos já pagam um “imposto elevado” para poderem exercer.

“Os condutores de hiace não têm seguro e, caso acontecer algo com eles não têm ninguém para os apoiar, por isso, os 150 escudos que nos cobram para entrar na fila, neste caso deviam ir directamente para o fundo da Associação dos Condutores de Hiace e não para a câmara, porque na associação servia para apoiar esses profissionais em caso de algum contratempo”, realçaram.

Nas declarações à Inforpress, os motoristas acharam também “absurdas” as justificações avançadas pela câmara, segundo as quais, com esta taxa de 150 pretendem recuperar o dinheiro que investiram na construção das paragens.

Por isso, esses profissionais aproveitaram a oportunidade para apelarem os responsáveis e quem de direito para resolver este problema.

Coincidentemente, os condutores de viaturas Hilux (carrinhas de caixa aberta) que operam no percurso Assomada/Picos e Assomada/Engenhos, realizaram também hoje em Santa Catarina uma greve no centro da cidade de Assomada, protestando também a questão das filas nas paragens e o pagamento de senhas num valor de 50 escudos.

Em marcha lenta, saíram da paragem no centro da cidade e concentram-se na Cruz de Pico.

Entretanto, já nesta sexta-feira se tinham concentrado à frente dos Paços do Concelho, onde manifestaram o seu descontentamento face à medida introduzida pela edilidade e que consideram ser “abuso de autoridade”.

A esse propósito, os motoristas questionaram se a cobrança feita actualmente pela câmara municipal em todas as paragens “consta na lei”, considerando que eles já pagam imposto para exercerem e outras taxas para circularem nas vias.

A greve de hoje fez com que muitos estudantes, vendedeiras e passageiros em geral ficassem bloqueados na cidade de Assomada. É que a mesma coincidiu com um dia de feira no mercado de Assomada, onde se regista um movimento enorme sobretudo de operadores comerciais que transportam as mercadorias da localidade dos Engenhos para o mercado.

Muita gente viu-se obrigada a fazer esse percurso a pé, com todos os transtornos que isso acarreta. A Semana/Inforpress

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