ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

PM considera que as manifestações foram para criar caos e mexer com a instabilidade social de Cabo Verde 06 Julho 2018

O Primeiro-ministro considerou que as manifestações de hoje,05 de Julho, que tiveram lugar um pouco por todo o país, foram uma forma “intencional de criar caos” e mexer com a instabilidade social do país. Com isso, Ulisses Correia e Silva posiciona-se contra alguns analistas políticos que consideram tais manifestações de protestos como sendo mais um cartão amarelo apresentado pela sociedade civil ao seu executivo com mais de dois anos de mandato.

 PM considera que as manifestações foram para criar caos e mexer com a instabilidade social de Cabo Verde

Ulisses Correia e Silva fez essas considerações em declarações à imprensa, na Cidade da Praia, no final da sessão solene comemorativa do Dia da Independência Nacional, 05 de Julho, sublinhando, entretanto, que as manifestações são direitos construídos pelas leis cabo-verdianas e pela Constituição da República.

“Mas é preciso haver motivo. Há uma ideia por detrás disso e alguém com intencionalidade de criar o caos e mexer com a instabilidade social de Cabo Verde, trazendo a temática da fome”, frisou, justificando, segundo a Inforpress, que os promotores das manifestações estão a “mexer com algo que representa o drama em Cabo Verde, na década de 40”.

Para o PM, a fome referida por que o país enfrentou há alguns anos ainda afecta a consciência nacional, mas “não se repetiu mais e não se vai repetir”. Ulissies Correia e Silva classificou de uma “grande irresponsabilidade tentar motivar as pessoas para sair à rua com a bandeia da fome”, isto numa alusão à manifestação ocorrida em São Vicente promovida pelo movimento Sokols 2017.

Na Cidade da Praia, a manifestação promovida pelo “Movimento Korda Cabo Verde” terminou em frente à Assembleia Nacional onde decorria a sessão comemorativa de 05 de Julho, sendo que em outras ilhas do país também tiveram lugar manifestações, nomeadamente em São Vicente, Sal, Boa Vista e Fogo.

Quanto ao desaparecimento das pessoas no país, uma preocupação manifestada pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, ao discursar na sessão solene, Ulisses Correia e Silva esclarece à imprensa que cabe à Procuradoria-Geral da República (PGR) responder como andam as investigações.

Oposição e discursos catastróficos

Reagindo-se aos discursos sobre a realidade do país feitos pelos líderes da oposição (Partido Africano da Independência de Cabo Verde-PAICV e União Cabo-verdiana Independente e Democrática-UCID) na referida sessão solene, Ulisses Correia e Silva catalogou os mesmos de “catastróficos” e que “criam sentido de depressão”.

Segundo disse à imprensa, é preciso ser-se positivo, porque Cabo Verde tem condições para se desenvolver e que o seu Governo está “fortemente empenhado” para conseguir dar o seu contributo para o alcance desse propósito, ciente de que é esse o caminha a trilhar para que o país crie condições para ser resiliente, estar menos sujeito a choques externos.

“Saímos de uma média do crescimento económico de 1% num período relativamente longo (2009 a 2015), passamos por quatro vezes mais. Quer dizer que a base de criação de riqueza é fundamental para poder depois criar oportunidades de emprego, riqueza e rendimento”, explicou segundo a Inforpress.

Conforme o primeiro-ministro, apesar de não ser no nível desejado, o emprego tem sido criado e o rendimento das famílias tem aumentado, de acordo com o relatório da política monetária do Banco de Cabo Verde (BCV), apesar dos problemas que o país enfrenta.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade
Cap-vert
Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project