OPINIÃO

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País carece de medidas agro-ambientais e pecuárias extensivas 17 Novembro 2018

Há que criar condições de sobrevivência nas zonas rurais para que se contenha o êxodo rural. Nas ilhas dependentes da agro-pecuária a situação está tornando cada mais preocupante. Constata-se muita miséria e destruição da juventude abandonada pela governação do país. As condições hídricas nessas ilhas, com as de São Nicolau, Santo Antão, Brava e Maio já se tornaram insuportáveis e preocupantes.

Por: Carlos Fortes Lopes

( A Voz do Povo Sofredor)

País carece de medidas agro-ambientais e pecuárias extensivas

Na sequência dos vários artigos sobre este tema de interesse nacional, voltamos a tentar cativar a sensibilidade governamental na excepcional importância da indústria Agro-pecuária e Agro-ambiental.

O êxodo rural já é um dos maiores problemas sociais, ambientais e econômicos do nosso país. E, é com esta visão progressiva que continuo a martelar sobre a necessidade de se iniciar medidas agro-ambientais que visam responder à necessidade das populações.

Há que criar condições de sobrevivência nas zonas rurais para que se contenha o êxodo rural.Nas ilhas dependentes da agro-pecuária a situação está tornando cada mais preocupante. Constata-se muita miséria e destruição da juventude abandonada pela governação do país. As condições hídricas nessas ilhas, como as de São Nicolau, Santo Antão, Brava e Maio ja se tornaram insuportáveis e preocupantes.

O Governo é constitucionalmente obrigado a encontrar a solução para essas crises hídricas, em todas as ilhas do arquipélago.

Há que criar condições propícias para a exploração da indústria agro-pecuária e piscatória em todas as ilhas do arquipélago, para que o bem estar populacional seja uma realidade.

Algumas ilhas e ou regiões continuam abandonadas pelo sistema e há que procurar formas de auto sustento para todas as populações nas ilhas.

Uma das muitas medidas a serem implementadas pode passar por uma especial cooperação com a União Europeia.

Na Europa, alguns países vítimas das secas têm conseguido solucionar a crise e, com base nas boas relações existentes entre Cabo Verde e a União Europeia, o Governo devia procurar apoios pontuais, para resolver a crise agro-pecuária e ambiental nacional.

O Governo de Cabo Verde tem também outras prerrogativas de negociação com o Japão e a China (ambos exploradores da indústria pesqueira nacional).

O Brasil e o Israel são também dois países amigos com muita experiência nessa área. Há que encontrar formas de reverter essa tendência de abandono de solos e, passar a encorajar o uso sustentáveis dos mesmos.

No caso do nosso país, como noutros da região do Sahel, os efeitos do abandono rural têm vindo a causar algum transtorno no ordenamento do território, o que por sua vez cria problemas no sistema de saneamento.

O êxodo rural, a procura de condições de sobrevivência das famílias agricultoras, está causando o caos urbanístico nas periferias das cidades, o que por sua vez aumenta o stress da urbanização nas cidades.

A ausência das chuvas, falta de água para a irrigação, o consequente declínio da cobertura vegetal e o aumento da erosão e falta de apoio institucional no controlo da regeneração dos solos é um problema que não pode ser ignorado pelas governações centrais e ou municipais.

O Governo tem que ser capaz de encontrar medidas imediatas para promover as indústrias rurais agro-ambientais, de forma a criar condições propícias para o desenvolvimento local e pastagens agrícolas.

A exploração agrícola nas ilhas está aquém das suas capacidades e o Governo tem que começar a dividir o bolo nacional, de forma a abranger a toda a população nacional.

Há que conter os gastos supérfluos, para que o orçamento anual do Estado de Cabo Verde chegue às populações carentes e desprotegidas.

O grau de cobertura vegetal ou de cultivo nos solos nas ilhas está aquém das nossas possibilidades nacionais, porque os governantes não têm sensibilidade nenhuma para o sofrimento do Povo.

O Orçamento está virado para o bem estar dos políticos e enriquecimento de alguns amigos camaradas da elite política.

Existem possibilidades várias de negociação de cooperação técnica/material e humana para se construir dissalinizadoras e ou furos que colmatarão a crise hídrica nacional.

A erosão e perda significativa de solos torna tudo mais difícil, com o andar dos tempos.

Os nossos solos abandonados, por falta de chuva, estão ainda suficientemente férteis para serem recuperados, desde que o Governo for capaz de negociar cooperações onde os cooperantes serão os responsáveis para a execução das obras, como fazem os Chineses, quando executam obras no nosso país.
As insuficiências Agro-pecuárias e ambientais nas ilhas estão tornando insuportáveis.

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