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Reino Unido: Theresa May defende "Acordo Brexit" por entre deserções e moção de desconfiança da sua ala no parlamento 17 Novembro 2018

É incerto o destino do governo liderado pela Sra. May após os acontecimentos desta quinta-feira, 15. A demissão de seis membros do gabinete fragilizou ainda mais a defesa em sede parlamentar do acordo negociado com Bruxelas para a saída do Reino Unido.

Reino Unido: Theresa May defende

A primeira-ministra Theresa May expressou: "Tínhamos de escolher, ou o acordo agora aprovado ou voltar atrás, para o ponto de partida (de há mais de um ano)".

" Considero que é meu dever para com o meu país tomar as decisões no interesse do país e este acordo é o melhor para todo o Reino Unido".

" Considero que é meu dever para com o meu país tomar as decisões no interesse do país e este acordo é o melhor para todo o Reino Unido".

Entretanto as deserções na quinta-feira são uma reviravolta nos apoios que na quarta-feira a Sra. May tinha convencido o seu gabinete a dar-lhe. O que acontecera muito por conta de dois pontos do acordo, que parecem ter sido decisivos: i) a União Europeia mantém taxas zero nas trocas comerciais com o Reino Unido em todo o tipo de mercadorias; ii) os cidadãos britânicos ficam isentos de visto para viagens de turismo na União Europeia

Após esta primeira vitória, breve, para o acordo negociado com Bruxelas, o dia seguinte foi marcado pela reviravolta: seis membros do governo apresentaram a demissão horas antes da sessão parlamentar.

O próprio negociador do Brexit, o Secretário de Estado Dominic Raab foi o primeiro a apresentar a demissão no início da manhã. Seguiram-se a ministra do Trabalho e Pensões, Esther McVey, a ministra da Juventude da Irlanda do Norte, Shailesh Vara, a ministra do Brexit Suella Braverman, e ainda dois parlamentares.

A primeira-ministra tem, pois, pela frente não só a oposição trabalhista liderada por Corbyn, mas também os opositores da ala conservadora.

A reforçar a divisão no seio do Partido Conservador, é de Jacob Rees-Mogg que veio o pedido para a moção de desconfiança ao governo da Sra. May.

"Estamos prontos para a próxima etapa", expressou Juncker — Tusk confirma reunião final para dia 25

Na quarta-feira,14, depois de anunciado o apoio do gabinete da Sra May, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, expressou-se via Twitter sobre o próximo passo: "Estamos prontos para a próxima etapa". a cimeira que terá lugar em 25 de novembro.

O presidente da UE, Donald Tusk, no mesmo dia tuìtou "aos amigos britânicos" que está “tão triste por ver a vossa saída”, mas promete que “tudo farei para tornar esta despedida o menos dolorosa possível, para nós todos”.

Na quinta-feira, 15, como prometera na véspera no referido tweet, Tusk comunicou que "a Comissão Europeia tenciona aprovar a declaração acerca do futuro com o Reino Unido até terça-feira” próxima, 20.

“Em 48 horas, os Estados-membros terão tempo para apreciar a mesma, o que significa que terão concluído o seu trabalho na quinta-feira. E se nada de extraordinário acontecer, o Conselho Europeu reunir-se-á para finalizar e formalizar o acordo do Brexit, no domingo, 25 de novembro às nove e meia".

Fontes: BBC/Le Monde. Foto (AFP): Um painel apela à separação Irlanda do Norte-Reino Unido.

MLL

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