SOCIAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Sal/Negócio: Jocileny Conceição e venda de cachupa guisada: “A ideia foi sugerida pela minha filha de 7 anos” 02 Agosto 2021

Natural de São Nicolau e residente na ilha do Sal há vários anos, Jocileny Conceição foi uma das funcionárias que integrou a lista do desemprego, após algum tempo trabalhando em restaurantes e hotéis. Como forma de driblar o desemprego, num dia normal com a família foi iluminada para o negócio por uma sugestão da filha de 7 anos, que aprecia a cachupa guisada feita pelo pai. Os pedidos têm aumentado, principalmente nestes últimos dias, o que tem suprido as necessidades básicas da família.

Sal/Negócio: Jocileny Conceição e  venda de cachupa guisada: “A ideia foi sugerida pela minha filha de 7 anos”

Jocileny ouvido por Asemana para contar como surgiu a ideia para este pequeno negócio, que tem ajudado muito nas despesas da casa.

Esta jovem de 27 anos, com dois filhos, batalha todos os dias nas ruas de Espargos com a venda da cachupa guisada, ideia que surgiu em 2020 em plena pandemia e sugerida pela filha de 7 anos. “A ideia surgiu durante a refeição da manhã acompanhada da minha família e a minha filha de 7 anos sugeriu ao pai que vendesse cachupa guisada, já que a forma que era feita era deliciosa”, explica a jovem que considerou tratar-se de uma ideia que poderia que junto do seu marido decidiram levar avante a sugestão da filha.

Numa fase inicial, Conceição admitiu que não foi fácil, principalmente quando ainda não se tem muitos clientes. “Os poucos clientes que conquistei inicialmente passavam sempre a informação da venda de cachupa e foi assim que depois de um tempo comecei a ter mais clientela”, diz a fonte.

A empreendedora adianta que a distribuição é feita a pé das 8h as 10h com preços de 180$00 e 220, e no máximo consegue vender 8 porções de cachupa guisada com acompanhantes (ovo, peixe ou chouriço), conservando sempre com uma temperatura ideal.

Durante a preparação, desta que é um prato típico de Cabo Verde, a jovem prese-se muito pela boa higiene e realça que “a paciência, e o amor durante o processo é o segredo para uma boa cachupa que todos vão querer comer”.

A mesma fonte adianta que já tem conquistado um bom número de clientes em grandes empresas e trabalhadores da construção civil, para além de pedidos de encomenda.

Quinta-feira e sexta-feira são os dias com mais saída, conforme Jocileny. Acrescenta que segunda e quarta-feira são os dias que menos se vende, levando em conta que, ainda existe a tradição da confeção da cachupa aos sábados.

“Nestes últimos dias, os pedidos e as vendas aumentaram graças as pessoas que têm recomendado a minha cachupa”, constata, adiantando que, com a venda consegue retirar dinheiro para os ingredientes e o resto é para suprir necessidades básicas.

Questionada sobre, o toque especial na cachupa, esta responde que aprendeu com o marido e que o apoio do parceiro tem sido fundamental e a tem motivado com este pequeno negócio.

A finalizar, Jocileny adianta que foi uma das selecionadas para a formação de pequenos negócios e que espera conseguir ser uma das escolhidas para levar a ideia mais adiante.

AC/Redação

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project