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São Vicente/Reportagem: Espaço que recebe a feira agropecuária da Ribeira de Vinha se encontra em péssimas condições e sem apoio para a sua reparação 08 Maio 2021

Com as chuvas de 2020, a instalação da Feira Agropecuária da Ribeira de Vinha, em São Vicente, clama por manutenção para que num futuro próximo venha a ter condições para dar continuidade às atividades que movimentavam o local. A questão financeira e a pandemia estão por detrás da sua paragem. Com produtos agropecuários e artesanatos, a feira atraia muitas pessoas de várias zonas da cidade do Mindelo.

São Vicente/Reportagem: Espaço que recebe a feira agropecuária da Ribeira de Vinha se encontra em péssimas condições e sem apoio para a sua reparação

Em conversa ao Asemanaonline, o presidente de mesa da Associação Comunitária de Ribeira de Vinha, João Maocha, avançou que o local precisa de muita manutenção, para que mais tarde possam realizar esta atividade que acontecia a cada primeiro domingo de cada mês.

No entanto, a falta de manutenção não foi a principal razão que ditou o encerramento da feira. “Já não estamos a fazer a feira por falta de condições financeiras e também por causa da pandemia”, aponta João Maocha que salienta que há ainda expetativas para a feira, mas esperam que a pandemia acabe logo, para se poder “reorganizar e relançá-la novamente”.

Questionado sobre apoios para a manutenção do espaço, João responde que “não há apoios de ninguém”, nem mesmo da Câmara Municipal ou de outra entidade, realçando que o que se conseguiu foi angariar algum recurso financeiro para algum reparo.

Maocha destaca a grande importância da feira, já que conseguia trazer uma “grande atividade económica no local”.“A feira tinha como objetivos atrair turistas, pessoas de várias localidades, agricultores, criadores de gado e artesãos. Estes poderiam expor os seus produtos e animais para venda, havia demonstrações de fabrico de queijo local, calda de cana sacarina”, enfim um conjunto de atividades que, conforme este responsável, dava mais visibilidade a Ribeira de Vinha, já que anteriormente era uma localidade pouco conhecida.

Com a feira, a localidade passou a ser visitada por várias pessoas de diferentes zonas de São Vicente, turistas e imigrantes o que de uma certa forma mexia com a economia local.

Questionado sobre as promessas feitas em 2012 pelo governo de José Maria Neves, aquando da melhoria do espaço com cobertura das barracas, construção de casas de banho e um talho, Maocha responde que nada foi feito.

“Em relação ao talho, o então primeiro-Ministro lançou a primeira pedra e ficamos a guardar. Na altura, a então delegada criou-nos uma série de problemas com o projeto inicial e até ao momento não tivemos nenhum financiamento”, ressalva este responsável que adianta que no caso das barracas e das casas de banho foi pedido um financiamento para o melhoramento que também até hoje não se importaram com o espaço.

No entanto, segundo João que naquele ano era sócio da Associação, seguiram com as atividades mesmo sem o melhoramento do espaço, mas que com o tempo mergulharam-se em dívidas por falta de apoio.

Impacto da feira com gastronomia e teatro

Para alem de ser uma oportunidade de mostrar o que se faz em Ribeira de Vinha nos setores da agricultura e pecuária, a feira conseguiu sensibilizar a população através do teatro que retrata os males da sociedade, como drogas, gravidez precoce, alcoolismo, entre outros aspectos.

Eram cerca de 18 barracas com produtos agropecuários e artesanatos, assim como os restaurantes, levavam à Ribeira de Vinha cerca de 50 participantes.

As pessoas iam sempre a feira não só para adquirir produtos de qualidade e a baixo preço, como também para conviver e apreciar pratos de diversos tipos.

Refira-se que a 33ª edição da feira foi a última realizada em 2018.
AC/Redação

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